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Quinta-feira, Março 24, 2005


Chapada aí vou eu!!

dito e feito por apelidada driii na área as 12:03 AM


Sexta-feira, Março 18, 2005


E cabei de descobrir que, se você está com a unha pintada de esmalte clarinho e vai comer pequi, elas ficam manchadas de amarelo.

Just in case.

dito e feito por apelidada driii na área as 6:27 PM




Foi só quando eu percebi toda esta movimentação a respeito do novo romance do Chico Buarque com aquela jovem mulher casada, que me dei conta de que aquele coroa eu pegava.

E pegava com força.

dito e feito por apelidada driii na área as 6:16 PM


Terça-feira, Março 15, 2005


Semana Santa está chegando.
A Guaciara já alertou:
-Cuidado com o que vocês vão fazer na sexta-feira santa. Minha mãe já me contava a história....

Era um vizinho que a gente tinha lá na roça.
Sexta-feira santa ele sismou de arrancar mandioca.

A esposa falava... "Não vai arrancar mandioca..."
Mas ele queria porque queria arrancar mandioca.
A esposa pelejou para ele não arrancar mandioca naquela sexta-feira santa.
Afinal, sexta-feira santa não é dia de arrancar mandioca.
Mas não teve jeito, e lá foi ele arrancar mandioca.

Até que ele começou a arrancar a mandioca e, puff, voou um pedaço bem grande dela no seu olho.
Saiu tanto sangue, tanto sangue, que o coitado nunca mais abriu os olhos.

Tinha o outro, também vizinho, que na sexta-feira santa decidiu cortar um pau.
Não deu outra:
a árvore, ao invés de cair para o outro lado, caiu bem em cima dele.
E lá mesmo ele ficou.
Como a árvore: caído. Morto.


Além do mais, como eu me chamo Maria (Maria Guaciara), a mamãe não me deixava fazer nada na sexta-feira santa.

Eu não podia varrer a casa, fazer comida, pentear o cabelo...
Não podia fazer NADA até às 18 horas.
Em respeito ao sofrimento de Maria.
Mamãe dizia que Maria nesse dia não fez nada. Nem penteou o cabelo. Só chorou porque seu filho morreu.


Eu não iria me sentir bem se não colocasse em local público os depoimentos da mãe da Guaciara.
A população deve ser devidamente alertada que, na sexta-feira santa, pessoas têm maior probabilidade morrer ou ficar cegas.
E, quem se chama Maria, se dá bem.



dito e feito por apelidada driii na área as 9:08 AM


Terça-feira, Março 08, 2005


O q eu fico impressionada eh pq todos os pedreiros/eletricistas/cortedores de grama/... se chamam Piauí, como tbm Paraíba ou apenas seu Zé. Aqui em casa teve varios deles.
Natália | 03.08.05 - 7:48 pm | #

------------------------------------------

exato!!! e mesmo quando eles se chamam Laudercindo, se eles^são provenientes da paraíba, eles automaticamente são denominados Paraíba.
dri | 03.08.05 - 9:57 pm | #


Eu já tive um porteiro chamado Ceará, já conheci um Maranhão e o pedreiro-conserta-tudo daqui de casa se chama Piauí.
O Piauí, por sua vez, há muito tempo, tinha um ajudante... o Paraíba.

Este é um caso que me levou a pensar durante a minha higiene bucal após o jantar.
O curioso é que este fenômeno só ocorre com alguns estados... e do nordeste.
Não são todos.
São basicamente aqueles que mais exportam gente.
Por exemplo, eu nunca conheci um Sergipe.
Mas também nunca conheci ninguém importado de lá.

dito e feito por apelidada driii na área as 10:09 PM


Quinta-feira, Março 03, 2005


Cheguei em casa e recebi a triste notícia:

Mãe: - Filha, a pia do seu banheiro caiu. Não use enquanto o Piauí não vier arrumá-la.

A pia do meu banheiro descolou da bancada e, puf, caiu.
Muito triste isso.
Então, eu não poderia usá-la até que o Piauí, uma espécie de pedreiro-conserta-tudo, viesse em casa para grudá-la novamente.
Muito triste isso.

Foi aí que meu pai chegou.
Ficou logo sabendo da história e reforçou as recomendações já dadas pela minha mãe:

- ... E NADA DE SUBIR EM CIMA DA PIA!

Eu juro.
Juro que só subi em cima da pia UMA vez.
Mas não deu muito certo.
E não era para ele ter ficado sabendo.

dito e feito por apelidada driii na área as 6:37 PM


Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005


E senta que lá vem a história...

AGORA FUDEU - PARTE I



Dia 16, Quarta-feira, 8:00 a.m. :
Primeiro dia de aula.
Não o primeiro dia de aula do calendário escolar, que foi na segunda.
Acontece que matar o primeiro dia de aula é uma tradição centenária da Família Rezende.
E quem sou eu para quebrar tradições centenárias?
Já, matar o segundo dia de aula, é uma tradição da minha preguiça.

Voltando.
Primeiro dia de aula.
Me dirigi ao mural da Faculdade para tentar localizar a minha sala.
Peguei minha grade horária, conferi direitinho com os horários... vejamos... ahm... sim... Turma C... sim... ahá! Sala 324.

O próximo fardo seria, então, procurar a bendita sala 324.
Quatro anos de faculdade não me fizeram aprender a me localizar ali dentro.
Nunca sei os andares das salas, muito menos os andares em que me encontro.

-Oi, por favor... você sabe onde fica a sala 324?
- Sim, no segundo andar.
- Éo de cima desse?
- Não. É no de cima do de cima.
- Ahmm... (mentalmente: um... dois... três... ué...) Mas que andar é esse?
- Térreo.


Eu sempre tive enormes problemas com térreos. Eles, para mim, sempre foram e sempre serão eternos primeiros andares.

Sala 324
Cheguei na sala, fiz o social com alguns coleguinhas.
Hora da chamada.
Alunos nos seus devidos lugares, coluna reta, silêncio para ouvir o professor chamar os nomes.
- Adalberto.
- Presente.
- Alan.
- Presente!


Ué... e Adriana??

- Jaime Palilo.
- Presente.
- Maria Joaquina.
-Presente, querido professor!


É. Lhufas de Adriana. Nem Dri. Nem tchutchuquinha.
O egrégio professor realmente não havia chamado meu nomezinho.
O que me fez concluir:


Oh! Meo Deoz! Eu não estava na pauta!

Na Secretaria.
Até hoje, os pouquíssimos problemas que tive na faculdade ( UnB ou CeuB) foram facilmente não resolvidos e bagunçados ainda mais, quando eu procuro a ajuda desta tão importante divisão administrativa chamada SECRETARIA.

- Bom dia.
- Bom dia. Meu nome não está na pauta. Eu gostaria de saber o motivo.
- Não está? Ah. Você fez o pagamento da matrícula quando?
- Dia sete. No dia do vencimento.
- Então sua matrícula foi cancelada.
- Mas como? O dia do vencimento é dia sete.
- É dia sete... mas veja aqui...
(e me mostrou, com um microscópio científico master plus 2005, a resolução número 85695 das normas de matrícula. Escrito em tinta que só os inteligentes podiam ver)

Dia sete eu só poderia fazer o pagamento no banco deles. No meu banco, deveria pagar setenta e duas horas antes do dia do vencimento.
E foi aí que eu concluí (parte II):

"Oh! Meo Deoz. Engabelada pela minha própria faculdade!"

O que me restava fazer? Meu nome não constava em nenhuma pauta. A matricula eu só poderia fazer na semana seguinte... fui nadar na piscina para desestressar.

E assim foram as duas primeiras semanas de aula. Ou de não- aula. Matava para ir nadar, conhecer pessoas, tomar um solzinho e xingar mentalmente a faculdade engabeladora de aluninhas indefesas, com todos os palavrões que eu havia aprendido nas ruas.
Na verdade, algumas aulas eu assistia. Só para constar.

Foi quando encontrei meu coleguinha.

AGORA FUDEU - Parte II



- E aí, menina... Está pegando aula em que turma esse semestre?
- Ué... na C.
- Na C? Mas não te vi lá...
- Você continua na C?
- Continuo.
- Será que eu to indo para a sala errada?
- Provável.


Eu não teria questionado isso, se eu não me conhecesse.
Não é possível que eu estava este tempo todo (duas semanas) na sala errada.
Sim, é possível.
Mas não é possível que eu não reparei que meus coleguinhas eram diferentes.
Sim, eu reparei. Mas achei normal.
Bom, isso me levou a concluir mais uma vez (parte III):


"Oh! Meo Deoz! Estava assistindo aula na sala errada!"

Voltei à secretaria.
E recebi a informação que o problema eu só poderia resolver com os professores.
Ah, qual problema?
O de agora ter 8 faltas em cada matéria.

Mas foda-se o mundo. Eu não me chamo Raimundo.

dito e feito por apelidada driii na área as 3:53 PM


Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005


E as cenas do próximo Capítulo:

AGORA FUDEU - PARTE I


- ... é, minhas férias foram duas semanas a mais do que deveriam ter ido, e...
... Agora fudeu.


Não percam.

dito e feito por apelidada driii na área as 8:51 PM




Esqueçam a história abaixo.

Eu voltei.

dito e feito por apelidada driii na área as 8:47 PM




Look who is back, baby.

Puta vontade de retomar à ativa.

Eu não sei o que havia acontecido comigo.
Tantos acontecimentos, tantas coisas para fazer que me deixaram assim, levando uma vida de adulto, com problemas de adulto, fazendo coisas de adulto.

Eu aprendi na quinta série que a história é como se fosse ondas... ou círculos... ou um bando de E juntos (desenha um bando de E juntos que dá pra entender).
Uma hora tá la em cima, outra hora tá la em baixo.
Uma hora a gente passa por um tempo completamente conservador, para depois passarmos por uma época extremamente liberal. Daí vem um golpe de Estado e, pum, conservadorismo.
E daí ve um monte de hippie paz-e-amor e, pum, liberalismo.

Eu nunca fui adepta a esta teoria, não.
Na quinta série eu já tinha as minhas próprias teorias.
Mas aqui eu quis fazer uma analogia.
Este blog é assim:
ondas, circulos ou um desenho de um bando de E juntos ("E" sem ser em letra de forma. Ah, dá para entender).
O que eu quero dizer é que ele é como a dona.
Vai e volta.
Porque eu também sou assim.
Vou e depois volto.
Liberal e depois conservadora.
Ou um bando de "ezinhos" juntos.

A parada do "ezinho" ta mal explicada né...
Porra, é mais ou menos isso:


dito e feito por apelidada driii na área as 8:29 PM


Sexta-feira, Novembro 26, 2004


E fui no Festival de Cinema ontem.
Desta vez, sem nenhum truque para entrar de graça.

Não fingi que entraram com meu ingresso,
não passei conversa nos seguranças que ficam na frente,
nem conversa nos seguranças que ficam na saída
não me disfascei de moita.
Na-da disso.
Desta vez, como toda menina comportada e não-ardilosa, fui com ingresso comprado antecipadamente pela minha amiga.
Acontece que, na entrada, minha amiga querida não estava conseguindo achar o bendito.
E o segurança me passou.

Desta vez eu juro que tentei.
O que, provavelmente, não vai acontecer nas próximas.

Agora era entrar, relaxar, e assistir aos filmes.

E, sentada naquela cadeira grande,
no meio daquele monte de pessoas,
em meio a um filme barulhento...


Eu dormi.
Profundamente.

Não que o filme fosse ruim.
Pelo final que eu vi, já que fui brutalmente acordada por uma mensagem recebida no celular, até acredito que tivesse sido interessante.
Acontece que eu estava realmente cansada e não consegui segurar.
Assumo.
Dormi mesmo.
Dormi muito.
E dormi gostoso.

Mas aos curtas eu assisti direitinho.
Com todo esmero e atenção.
Só achei uma merda.

dito e feito por apelidada driii na área as 12:51 PM


Terça-feira, Novembro 23, 2004


Continuando a série:
Preocupada comigo mesma.

Como se não bastasse o sonho desta noite (post anterior), assumo que preciso de ajuda profissional para me liberar do ócio que se instalou em mim.
Porque tenho quase certeza de que se trata de algo patológico.

Percebi após este final de semana.
Foram os dias mais parados da minha vida.
Senti o tempo escorrendo pelas minhas mãos e, tudo o que eu fazia era ficar sentada no meu sofá assistindo a quaisquer filmes e/ou seriados que passavam na televisão.
E, quando me dei por conta, já era domingo, dez da noite, e eu estava assisntindo Extreme Make Over , sem ter ido ao menos na esquina.

Mas, Dri, Brasília não tem esquina.
Mentira, perto lá de casa tem um monte.
E tem encruzilhada fêmea também, caso as moçoilas queiram fazer despacho.*


Viram?
Além de não sair, eu ainda converso com vozes da minha cabeça.
É, eu preciso de ajuda profissional.
As vozes eu suporto.
Mas, não sair, nunca mais.

*Retirado do livro Curso Básico de Despachos da Guaciara.

dito e feito por apelidada driii na área as 1:48 PM




Sonhei com aquelas filhas da Baby do Brasil.
Acordei preocupada comigo mesma.

dito e feito por apelidada driii na área as 1:35 PM


Sexta-feira, Novembro 19, 2004



Feliz dia da Bandeira aí para todo mundo.

dito e feito por apelidada driii na área as 9:13 AM


Quarta-feira, Novembro 17, 2004


Hoje o mau-humor tomou conta de todo o meu serzinho.
E desta vez, com motivo fático, não hormonal.
Porque eu sou assim: divido os motivos em grupos e classes.

Eram quase onze horas da noite.
Hora em que meus olhinhos começam a pesar eu já estou me preparando para subir aos meus aposentos.
Afinal, o dia seguinte seria exageradamente atarefado.

O Pedido.

Foi quando ela chegou, toda mansa, em passinhos arrastados com cara de último-dia-de-vida.
A Guaciara pronunciou: "Devemos levar a sua mãe ao hospital, ela está doente, tossindo muito, não consegue respirar e seus pulmões estão doendo bastante."
Por conhecer minha mãe há 22 anos, foi que protestei.
Esperar meu pai, que é médico, viajar e decidir ir ao hospinal na calada da noite só após o seu telefonema foi golpe baixo.
Protestei, protestei.
Tudo em que eu pensava era que eu já não conseguia mais parar em pé e que amanhã deveria acordar com o galo.

Resolvi pedir este "favor" para a minha irmã.
Ingênua.
Esqueci que pedir favores para a minha irmã tem a mesma proporção que pedir um copo d'água para Hittler.
- Luciana, você poderia levar a nossa mãe que está com cara de último-dia para o hospital?
Ela não precisa nem responder.
É só olhar com aquela cara de "Olha o absurdo que você está falando. Não vou responder e vou te dar alguns minutos para repensar no que acabou de pedir."
É, o abacaxizão, definitivamente, sobrou para mim.

No Carro.

No carro, dirigindo com má-vontade e muito sono, de minha boca saiu a única frase mais elaborada que fora dita durante a noite inteira:
- Estou te levando ao hospital. Mas REZE para a médica não te passar um xaropinho para tosse.

O Hospital.

Chegamos no hospital. Tratei de sentar naquela cadeirinha desconfortável e acalmar meus ânimos.
A merda já estava feita mesmo. Minha noite de sono fora totalmente prejudicada.
Abri meu caderninho de joaninhas e comecei a proferir anotações.
Hábito.
Guaciara encarregou-se de minha mãe.
Foram chamadas pela médica residente.
Novinha... sua cara de assustada denunciava a inexperiencia.
Foram para a salinha e eu continuei sentada com meu caderninho.
Alguns minutos depois, voltaram.
Guaciara dirigiu-se a mim pronunciando o possível laudo médico da minha mãe: "Filha, possivelmente uma pneumonia. A médica está querendo internar."
Foram, então, levadas i-me-di-a-ta-men-te aos locais de exame.
A médica com cara de assustada, Guaciara com cara de eu-não-entendo e minha mãe com de último-dia.
Já eu, continuei sentada fazendo minhas anotações no caderninho, com cara de paisagem.
Uma hora depois as três retornam.
Último-dia preferiu manter uma distância razoável de mim.
Distância que não permitia qualquer ato homicida da minha parte.
A não-entendo encarregoui-se de dar o diagnóstico final:

- Filha... os exames deram negativo.
- Tá... eu SEI.

Eu, com vinte anos de experiência em medicina e vinte e dois anos de experiência com a minha mãe, sabia era impossível o diagnóstico dado por aquela médica inexperiente.
- Mas... mas a médica disse que se fosse preciso ela internava.
- E QUEM é que interna alguém com GRIPE?


Mesmo assim esperei.
Esperei com paciência de Jó todas as três rodadas de nebulização.
Depois, às duas horas da manhã, fomos finalmente embora para casa.
Foi quando meu pai resolve ligar, de Fortaleza.
"Relaxa, já está tudo sobre controle."

Passou, passou.
Não dormi, mas quem não perde uma noite de sono?
E que nunca teve vontade de deixar os pais de castigo?
Atire a primeira pedra.

dito e feito por apelidada driii na área as 6:56 PM


Segunda-feira, Novembro 15, 2004




DIGA QUE VALEU
Coisas pequenas podem tornar um final de semana melhor.
Assistir ao Tributo a George Harrison na casa do Cucas e chegar em casa e ver Pj Harvey no Tim Festival, fez valer o domingo.
Mes-mo.

Ainda arrisco a dizer que o caminho para o meu coração está no DVD do Tributo a George Harrison.
Estou em uma época fácil.

dito e feito por apelidada driii na área as 1:31 PM


Domingo, Novembro 14, 2004


A gente tinha tudo o que precisava:

Uma Tequila José Cuervo, Hecho en Mexico, sal e limão.

Agora só faltava uma coisa:
saber tomar Tequila.

Sabíamos que há toda uma preparação, um ritual, mas eu nunca tinha feito questão de aprender.
Porque a única vez que eu resolvi experimentar Tequila, achei com gosto de perfume.
E, da última vez que eu bebi perfume, eu realmente me arrependi.

O jeito foi ligar para a Ana.
Porque, se tem uma coisa que a Ana sabe, é tomar Tequila.
E Vodcka. E pinga. E Whisky. E Cerva.

00:45 a.m.
- Alo, Ana... a gente tem aqui uma garrafa de Tequila, sal e limão... como é que se toma isso?
- Pooooorra você tem Tequila aí?? Ihuuuu traz pra cá!
-Não posso, é do pai da Ana... me ensina aí como se toma!


E ela ensinou como toda amiga legal faria.
E eu e Ana (outra Ana) fomos, afinal, tomar Tequila antes de sair de casa.

Assumo todos os riscos de vida que agora estou correndo.
mas preciso falar meu depoimento sobre Tequila:
A minha mãe tem um perfume com cheirinho de limão da Água de Cheiro.
Não foi feito no México, mas é praticamente o mesmo sabor.

dito e feito por apelidada driii na área as 2:53 PM


Quinta-feira, Novembro 11, 2004




Churrasquinho de gato.

Meu pai colocou cerca elétrica em casa.
Agora sim, testaremos as supostas sete vidas do nosso gatinho Iuni.
Eu espero que os experimentos não cheguem a ser realizados, porque criei um amor verdadeiro por aquele bixinho.

Mas caso não dê certo, está todo mundo convidado para comer os espetinhos.

dito e feito por apelidada driii na área as 12:42 PM




Exercitando o perdão.



Surrupiado do blog do Pedro.

E vale a pena.

É só clicar na figura.

dito e feito por apelidada driii na área as 12:38 PM


Quarta-feira, Novembro 10, 2004


Foda quando a gente começa a ganhar dinheiro.
Agora meu pai, em um ímpeto insano, quer se eximir das minha contas.
Que abuso...

Acontece que, há um tempo, meus gastos saem por minha conta. Tirando a minha faculdade, que só o preço alimentaria uma família de cinco filhos esfomeados e buchudinhos no interior do Ceará.
(Eu sei que deveria estar sentindo saudades da UnB, mas nem assim.)
E, no fim do mês, eu sou mais uma dessas pessoas que colocam água no shampoo para sobrar dinheiro para a cerva no Sun Set.
Mentira.
Meus pais também cobrem meus gastos capilares.

E hoje eu fui abastecer o meu carro.
Neguei até o último momento que ele estava precisando de gasolina.
"Ai, Deooos, por que um carro precisa tanto de gasolina??"
"E por que não existe plantação de gasolina no meu quintal??"
Enfim, lá fui eu.
Saquei da minha carteira o meu cartão, "Débito em conta, por favor".

Tente mais tarde.

E o frentista me olhou...
-Não tem outra maneira de pagar, não?
-Não, eu não tenho.

Não, eu não tinha.

Tentemos mais uma vez:

Tente mais tarde.

Qualquer um saberia que era falha do sistema.
(Porra, TENTE MAIS TARDE não é sinônimo de DESAPROVADA, ELA NÃO TEM DINHEIRO.)
Mas o frentista não sabia.
O cara estava achando que eu estava sem dinheiro.

Mais uma vez, moço:

Tente mais tarde.

E lá vinha ele com aquela cara de você-não-tem-dinheiro-que-eu-sei-e-agora-heim-heim-heim(?).

Eu posso não ter muita coisa:
Eu posso não ter juízo.
Eu posso não ter classe ao comer foundue (e não tenho mesmo).
Eu também posso não ter um casal de galinhas d'angola no meu quintal (sonho).
Mas dinheiro para pagar a minha gasolina... ah isso eu tenho.
E como eu tenho. Aliás, eu tenho basicamente só para isso.
Fiquei realmente indigada com a desconfiança daquele cara.
Ainda bem que posto não cobra 10%.

Na quarta vez o meu cartão passou.
Pude esfregar na cara dele a palavrinha APROVADA.
Muito mais emocionante do que esfregar na cara do meu pai o APROVADA na lista da UnB.
Hum.
Nem tando.
Com meu pai foi mais divertido.
Eu ganhei prêmios.

dito e feito por apelidada driii na área as 1:50 PM




Quase sete meses e hoje descobri que no meu emprego posso entrar no meu blog.
Isso pode ser bom.
Diminui a minha ausência... ou não.
Se desta vez não funcionar, o jeito será matar o biquini.
De vez.

dito e feito por apelidada driii na área as 12:12 PM


Quinta-feira, Outubro 28, 2004


Estou profundamente chateada com a morte daquele jogador de futebol do time azul.
Afinal, mortes são tristes em sua grande maioria.

Acontece que eu ficaria muito puta se estivesse no lugar daquele pobre rapaz.
Pois a morte é algo solene, algo único nas nossas vidas... não é sempre que a gente morre, não!
Então, que seja em grande estilo, com muito charme, requinte e pompas.
Afinal, a última imagem, definitivamente, é a que fica.

Mas, poxa... morrer jogando futebol?

Eu quero uma morte pomposa, decidi.
Seja lá o que isso signifique.

------

Para mim, morte charmosa foi a do Presidente John Kennedy.
Percebam:
ele já estava em passeata, no meio da multidão, em um carro conversível, sorridente e dando tchauzinho.
Olha que prático...
Ele já morreu dando tchauzinho.

Acontece, então, que o jogador do time azul provavelmente será esquecido em algumas semanas.
Já o John Kennedy, ficou para a posteridade.
Esta é a diferença.
Algumas pessoas sabem morrer bonito, outras não.

dito e feito por apelidada driii na área as 11:27 PM


Quarta-feira, Outubro 27, 2004


Hoje, acredito que eu poderia ser qualquer merda:

Poderia ser uma stripper na boite Millenium...

Poderia ser o limpador de privadas do banheiro da rodoviária...

Poderia ser a salva-vidas do Piscinão de Ramos...

Ou, até mesmo, poderia ser a advogada das Casas Bahia.

Provavelmente suportaria qualquer tranco.

Mas... ser argentino?



Nem fudendo.

Para dizer que somos felizes e não sabemos.

dito e feito por apelidada driii na área as 9:22 AM


Segunda-feira, Outubro 25, 2004


Cada pessoa tem sua maneira de lidar com o estress.
Algumas esmurram árvores.
Outras as abraçam.
Alguns descontam nos familiares.
Outros se tracam no banheiro para chorar.
E outros fazem tudo isso ao mesmo tempo.

Eu fazia tudo isso ao mesmo tempo.
Mentira.
Nunca esmurrei árvores.
Porque, desde criança, sempre achei que os vegetais tinham sentimentos...
(Assim como os insetos, os répteis e alguns seres inanimados...).

Acontece que hoje foi diferente.

Quatro e meia da tarde. Não me faltavam coisas para fazer.
Chuva lá fora e calor lá dentro daquela salinha apertada, o que piora ainda mais o estress, a irritação e pensamentos psicopatas.
Foi eu e ele decidimos:
Largar tudo. Tudo mesmo. E ir ao cinema assistir um desenho.
O que teria de mal nisso?
Temos que prestar contas a um superior hierárquico, sim.
E daí, a escolha:
De um lado, o nosso superior hierárquico com nossas tarefas, responsabilidades e promessas de um futuro promissor. De outro, uma tardezinha agradável e irresponsável.
Óbvio:
Escolhemos a tardezinha irresponsável.



Chegamos no Cinema e cima da hora.
Nós, em traje executivo.
Ele me deixou sentada e foi comprar pipocas.
E esperava simples pipocas.
Um saquinho modesto, para que comêssemos modestamente enquanto víamos nosso filminho modesto.
Até que ele me aparece sendo carregado por um saco de pipocas.
Maior que ele, e olha que ele é grande.
"Como a gente vai comer tudo isso??"
Comer?
Comer pra que?
E foi aí que começou a nossa fabulosa e mirabolante guerra de pipocas anti-estress.
E era pipoca pelo cinema todo.
Pipoca nos meus cabelos, no ouvido dele, no meu sutiã, nos sapatos...
E todo aquele saco de tres quilos e meio de pipocas foram parar e todos os lugares imagináveis.
Menos no nosso estômago.

Confesso que nunca gostei muito de pipocas.
Mas agora eu gosto.
E não para comer.
Experimentem matar trabalho e fazer uma guerra de pipocas no cinema.

E, se você é mais radical, encare como um ato de protesto contra os preços abusivos dos igressos.

dito e feito por apelidada driii na área as 11:39 PM


Sábado, Outubro 23, 2004




Foi quando eu vi isso no Quarto da irmã do Pedro vai cair que me dei conta.
Um baque.
Porque eu não tinha percebido que havia morrido.
Acordo todo dia comigo mesma, me vejo todo dia no espelho, vou para a aula comigo mesma e trabalho comigo mesma...
Enfim, estou sempre comigo. E então não percebi que havia morrido.

Mas em um livro que eu li a brilhante -e profunda - frase:
"When a man kills a man, he kills a man. When a man kills himself, he kills all the man."

Não foi intencional a sumida.
Foi apenas consequencia de uma vidinha atarefada, louca e de gente grande que eu ando levando.
Alguém me tira dela, por favor?!

Mas tudo isso para dizer:

Voltei.

dito e feito por apelidada driii na área as 11:31 PM